MACARRÃO PRETO; FUTEBOL E IDENTIDADE NO BRASIL
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Nascido em 1923, Hélio Rodrigues, um mulato belo-horizontino de classe média, foi criado no coração do Barro Preto, bairro onde se concentrava boa parte da colônia italiana da cidade. Desde a infância trabalhou no armazém de secos e molhados do "Seu Piló", um italiano apaixonado pelo futebol que era sócio do Palestra Itália. O tio de Hélio, Paulinho, jogava no Palestra e era um zagueiro alto de técnica refinada, reserva da lendária bequeira Nereu e Rizzo. Quem o viu jogar diz que ele era melhor do que os titulares e só não tinha lugar no time porque não pertencia à colônia italiana. Naquela época o Palestra, que até 26 só tinha aceitado italianos e seus descendentes em seu time, ainda se mantinha bastante fechado a jogadores não pertencentes à colônia. Recomendado por “Seu Piló” ou na companhia de seu tio, Hélio tinha acesso livre ao estádio do Palestra, aonde ia ver os treinos e os jogos e pagar as mensalidades do patrão. Nos primeiros anos da década de 30 ele era um entusiasmado torcedor do Palestra, embora os italianos fizessem questão de marcar seu lugar marginal na comunidade de palestrinos ao chamá-lo de "Macarrão Preto".
Em 1933 os principais clubes mineiros aderiram ao profissionalismo. A mudança foi liderada pelo Atlético (clube formado por jovens universitários), que se opôs ao modelo amadorista de elite defendido pelo América. Seguindo os passos do Vila Nova (clube operário de Nova Lima, campeão mineiro nos três primeiros anos do profissionalismo), o Atlético começou a reforçar seu time com jogadores negros e mulatos. Em 36 o clube se tornou Campeão Mineiro e logo a seguir, no início de 37, ganhou o Torneio dos Campeões, disputado entre os campeões de Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. Com a conquista do título de "Campeão dos Campeões", que foi motivo de intenso orgulho regional, a mística de time de massa que começava a se formar em torno do Atlético já balançava o coração de torcedor de Hélio.
No ano seguinte, 1938, a seleção brasileira perdeu a chance de disputar sua primeira final de Copa do Mundo ao ser derrotada pela Itália, num jogo que chegou ao Brasil pela voz do único "speaker" brasileiro a ir para a França, o filho de italiano Gagliano Netto. A Copa de 38 foi a primeira em que o Brasil teve boas chances de vencer. Nas duas copas anteriores os conflitos entre cariocas e paulistas e a falta de organização tinham inviabilizado a formação de um time que representasse a força máxima do futebol nacional. Mas em 38 o Brasil levou para a Copa da França um time sensacional, com craques lendários como Domingos da Guia e Leônidas da Silva. Sua derrota nas semifinais foi a primeira vez que a torcida brasileira sentiu aquela frustração pela perda de uma oportunidade de vitória que iria se repetir com tanta força em 50. A narração italianada de Gagliano Netto, traindo sua posição ambígua na partida, irritou os brasileiros, e a derrota fez renascerem velhas rixas contra a colônia italiana no Brasil. (RODRIGUES FILHO, 1994).
Já em 1942, quando navios brasileiros foram afundados por tropas do Eixo, o Brasil se juntou às forças aliadas e declarou guerra a alemães, italianos e japoneses. A morte de mais de 600 brasileiros provocou um forte clima de comoção, e por todo o Brasil, inclusive em Belo Horizonte, casas de italianos foram incendiadas. Pressionado, o Palestra mudou de nome para Cruzeiro, demonstrando, através das referências aos céus brasileiros inscritas no novo nome e no novo símbolo do clube, a disposição da colônia italiana de adotar o Brasil como sua nova pátria.
Em algum momento desse percurso, Hélio e seu tio Paulinho decidiram: não torceriam mais para os "carcamanos"; passariam a torcer pelo Atlético, um clube que desde o início do profissionalismo vinha-se tornando cada vez mais popular. Mais tarde, quando o Cruzeiro conquistou seu lugar de protagonista na cena esportiva de Minas Gerais, os ecos desses episódios ressoariam na maior rivalidade ritual do futebol mineiro. Atleticanos e cruzeirenses se tornaram inimigos de morte, e só se reconciliam como torcedores nos jogos da seleção nacional, em que vez por outra representantes dos dois clubes jogam lado a lado.[1]
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A história de como meu pai deixou de ser palestrino e se tornou atleticano mostra como o futebol, ao longo de sua trajetória no Brasil, se tornou um campo em que indivíduos e coletividades projetam significações relacionadas a suas aspirações e sentimentos de pertencimento, e em que o que está em questão não é apenas o destino dos times e dos jogadores, mas a raça, a identidade, as afinidades comunitárias, etc. O primeiro momento da história, quando Hélio se entusiasma com o futebol e se torna palestrino, fala-nos um pouco do processo de implantação e disseminação desse esporte no Brasil, da criação dos grandes clubes do futebol brasileiro e do início da formação de suas torcidas.
Na segunda metade do século passado e no início deste século foram feitas as primeiras tentativas de reproduzir aqui as práticas esportivas que haviam sido criadas na Europa ao longo do século XIX. Lá, como nos mostra Hobsbawn em A invenção das tradições, essas práticas funcionaram como mecanismos de socialização das populações urbanas e como "tradição inventada" com a finalidade de desempenhar o papel de "meio de identificação nacional e comunidade artificial". (HOBSBAWN, 1984). Assim, o surgimento dos esportes modernos está intimamente ligado a um conjunto de transformações mais amplo que vinha-se desenvolvendo na Europa.
A lógica agonística do esporte se prestava bem a essas funções, articulando de modo complexo as aspirações, tensões e conflitos investidos na relação entre o público e os clubes. É o que Hobsbawn deixa entrever quando diz que ao mesmo tempo em que os clubes se identificavam a certos segmentos sociais (o bairro, a cidade, a classe, a fábrica, etc) e as "rivalidades rituais" entre eles representavam e sublimavam os conflitos entre esses segmentos, as competições de nível nacional eram "a demonstração concreta dos laços que uniam todos os habitantes do Estado nacional, independente de diferenças locais e regionais". (HOBSBAWN, 1984). Podemos dizer, então, que a lógica agonística do esporte atua simultaneamente afirmando os laços de coesão social que unem as comunidades que se agregam em torno de um clube ou de uma liga esportiva e sublimando os conflitos entre essas comunidades através da competição. Dessa característica decorre a importância especial do esporte no processo de construção da nação como "comunidade política imaginada". (ANDERSON, 1989).
A criação dos clubes esportivos e a formação de suas torcidas é uma parte importante desse processo. Como instituições que aglutinam pessoas pertencentes a algum grupo social, os clubes funcionam como instrumento pedagógico, ajudando a criar normas de comportamento e sentimentos de afiliação que tecem a coesão social e articulam esses grupos na instituição política maior - a nação - através das competições e da estrutura arborescente das ligas esportivas. Desde o seu surgimento os clubes esportivos exerceram, de forma semelhante a outras instituições como o hospital, o exército, a escola e a fábrica, a função de instrumentos de controle social, de mecanismos de reprodução da dinâmica de poder disciplinar através da qual o sistema de dominação molda o tipo de homem necessário ao seu funcionamento. (FOUCAULT, 1981).
Quando vieram para o Brasil, as práticas esportivas conservaram esse aspecto pedagógico, ganhado também um caráter de instrumento de assimilação de uma mentalidade européia pelos brasileiros desejosos de ocupar um lugar no concerto das nações civilizadas. Nesse primeiro momento, por iniciativa de imigrantes europeus, dirigentes fabris e brasileiros de alta casta, foi criada boa parte dos grandes clubes de futebol do Brasil e começaram a se formar suas tradições e suas torcidas. Essas a princípio se aglutinaram em torno dos clubes com base na participação direta dos torcedores nas atividades sociais dessas entidades, na participação de familiares dos torcedores nas atividades esportivas, nas relações de vizinhança territorial e, no caso dos clubes ligados a colônias de imigrantes, na afinidade patriótica entre os membros dessas colônias.
A implantação do futebol no Brasil foi, portanto, um movimento de modernização e de europeização, de adaptação das massas ao um novo modo de vida urbano e industrial e de adoção de práticas culturais européias em nome de um ideal de civilização igualmente europeu. Um movimento que é parte de todo um processo mais amplo de expansão da cultura européia na modernidade, através do qual as práticas, valores e concepções de uma cultura particular tornam-se hegemônicos e passam a funcionar como modelos a serem expandidos para fora dos limites daquele continente e impostos a povos "sem cultura" e "sem história". A cultura européia, movida por seu racionalismo modernizante, reivindica para si uma "missão civilizadora” cuja finalidade seria “o estabelecimento de uma sociedade universal (...) de dimensões planetárias". (LACLAU, 1996). O esporte funcionou (e ainda funciona, como mostram as Olimpíadas e a mega-estrutura que é hoje a Fifa) como um instrumento de construção e de expressão dessa sociedade universal de dimensões globais.
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Pouco tempo depois de ter sido implantado no Brasil, o futebol extrapolou os limites das comunidades de imigrantes, dos clubes operários e dos jovens abastados para ser adotado entusiasticamente por um conjunto bem mais amplo de pessoas, incluindo pobres, negros, mulatos, etc. Os novos jogadores começaram a transformar o modo de jogar, misturando aos movimentos esquemáticos do futebol europeu um pouco da ginga do samba e da capoeira e criando um estilo que aos poucos foi sendo interpretado como um signo da identidade cultural brasileira. O desempenho superior desses jogadores forçou sua inclusão nos grandes clubes e o surgimento das primeiras modalidades de remuneração. Os clubes mais elitizados, que já se sentiam constrangidos por incluir tais jogadores em seus times, não queriam tolerá-los em suas sedes sociais, e apelaram ao espírito do amadorismo para justificar suas posições. Esse conflito culminou, nos primeiros anos da década de 30, no conturbado processo de profissionalização, que funcionou como uma forma de acomodar as tensões sociais e raciais em jogo naquele momento.
Sob a influência desses conflitos, as relações de identificação e rivalidade entre público e clubes começaram a ser perturbadas. Se no início eram a afiliação direta e a vizinhança territorial que forneciam as bases para elas, gradativamente questões sociais e raciais específicas da sociedade brasileira foram ganhando o centro da cena. É aí que começa a surgir a mística dos times de massa, identificados à população mais pobre, predominantemente formada por negros e mestiços, em oposição às tradições dos clubes mais elitizados. Em Belo Horizonte é ao Atlético que cabe esse papel. Embora tenha sido dominado nos seus primeiros anos por jovens universitários, sua opção pelo profissionalismo e pela popularização transformou sua imagem diante dos torcedores. Ademais, os dois outros grandes clubes da cidade haviam, de um ou outro modo, optado por uma atitude mais segregacionista, embora o Palestra não pudesse ser considerado, como o América, um clube de elite.
Na história de meu pai, que torcia para o Palestra motivado por laços territoriais e familiares com o clube, os conflitos decorrentes dessa assimilação transformadora do futebol pela sociedade brasileira chegam com sua insatisfação com a posição de seu tio no time e com o desconforto por ser chamado de "Macarrão Preto". Talvez aquele clube, que hesitava em se misturar ao ambiente em que estava inserido, não fosse o seu lugar. Talvez aquele outro clube, que abria francamente suas portas e que fora motivo de grande orgulho regional com a conquista do título de "Campeão dos Campeões", é que fosse a sua casa. Talvez fosse necessário colocar o preto no branco.
Assim, ao invés de funcionar como uma simples repetição, o futebol contaminou-se por elementos específicos da cultura local. O modo de jogar foi recriado e investido de uma série de novas significações, e a dinâmica agonística foi preenchida por novos conflitos, diferentes daqueles que caracterizavam as rivalidades do futebol europeu. Esse choque do futebol com seu novo contexto gerou uma dissonância, um movimento disruptivo, produtor de diferença. A disseminação do futebol como instrumento de homogeneização cultural acabou levando ao efeito inverso, produzindo heterogeneidade pelo cruzamento com outros domínios culturais e pela absorção pela economia cultural local.
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Quando o Brasil perdeu para a Itália, em 1938, as novas configurações produzidas pelo processo de assimilação e transformação do futebol ao longo das décadas anteriores se cruzaram no coração de torcedor de meu pai. A seleção brasileira, pela primeira vez formada pelos melhores jogadores do país, incluindo diversos atletas vindos das classes populares, encarnou fortemente o sentimento de pertencimento à comunidade nacional. Sua derrota para os italianos fez com que as rivalidades latentes entre a colônia italiana e o resto da população brasileira viessem à tona. Pouco depois essas rivalidades chegariam ao auge com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Em Belo Horizonte esses acontecimentos levaram à saída de torcedores do Palestra para outros clubes e à mudança de nome desse clube para Cruzeiro. Acontecimentos esportivos e políticos de dimensões globais (a Copa do Mundo e a Guerra Mundial), em que o que estava em jogo eram os laços e os conflitos entre as nações, se refletiram na cena esportiva local, cruzando sentimentos de pertencimento contraditórios e revelando fissuras internas à comunidade nacional.
Podemos ver aí como as duas linhas que, segundo Bhabha, definem o fenômeno da nação estão presentes na história futebolística brasileira. Por um lado temos a linha metafórica, pedagógica, que corresponde aos esforços realizados nos diversos campos culturais para a construção da nação como narração de uma "comunidade política imaginada". No futebol podemos vê-la claramente na importância adquirida pela seleção nacional como mediadora do sentimento de pertencimento à nação, como realização da metáfora do "muitos como um". Mas essa linha convergente e pedagógica está também na estrutura arborescente das ligas de clubes e no aspecto de celebração dos laços sociais das competições esportivas. Por outro lado, os conflitos entre estados, regiões, bairros e grupos sociais são exercitados através das competições e rivalidades entre clubes e seleções regionais, o que corresponde à linha metonímica e performativa que inevitavelmente atravessa a narrativa da nação, revelando os conflitos internos irredutíveis à metáfora do "muitos como um". (BHABHA, 1990). A construção do sentimento de nacionalidade através do futebol acontece de uma forma liminar, em que o cenário esportivo acomoda da melhor maneira possível os conflitos internos à nação.
Apresentando-se, nos momentos da derrota brasileira em 38 e do rompimento com o Eixo em 42, como uma interrupção metonímica da metáfora da nação, como uma performance que revela os conflitos internos à comunidade nacional, o Palestra precisou mudar de nome, o que não quer dizer que as fissuras tenham deixado de existir. A pedagogia nacional atuou na mudança de nome do Palestra, mas a ferida continuou existindo, e a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro continua a representá-la ritualisticamente.
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Nos dias de hoje, a rivalidade ritual entre atleticanos e cruzeirenses ainda existe, e talvez esteja mais forte do que nunca. Seus sentidos, no entanto, continuam se deslocando. Eu herdei de meu pai o amor pelas cores atleticanas, mas o rancor dos italianos não é mais o que me move. O que não impede que entre as hostes cruzeirenses continuem a se enfileirar os Furletti, os Masci, os Brandi e outras famílias de origem italiana, às quais vão se somando outros torcedores, motivados pelos êxitos esportivos do clube, sobretudo a partir da década de 60. O Atlético dos meus sonhos está ligado sobretudo ao brilhantismo artístico de um time sensacional que eu vi jogar na minha infância (Reinaldo, Cerezo, Paulo Isidoro...) e ao calor e à paixão de uma torcida que é considerada uma das mais fanáticas do Brasil. E é inegável que nessa paixão que é a marca da torcida atleticana repercute a mística de time de massa que o clube começou a formar nos anos 30.
Assim, concluo este trabalho afirmando que a interpretação do fenômeno futebolístico brasileiro não deve, como alguns ainda teimam em fazer, considerá-lo como um "ópio do povo", um substituto da política imposto à sociedade para desviar a atenção de seus verdadeiros problemas. Devemos perceber que o futebol é um campo em que se dá a elaboração de uma série de questões que são, na verdade, eminentemente políticas: a nação e o sentimento de pertencimento à comunidade nacional, a identidade cultural, os conflitos internos à nação e a mediação desses conflitos, etc. E essa elaboração se dá de uma maneira complexa, em que o campo esportivo se contamina por outros campos culturais e por particularidades contextuais. De modo que a dinâmica simbólica do futebol não se presta apenas a uma pedagogia europeizante, modernizante e nacionalista. Ela é também performática, disruptiva e conflituosa. Na trilha de Arjun Appadurai, devemos reconhecer que os esportes modernos, entre eles o futebol e o modo como ele se manifesta no Brasil, constituem uma das muitas paisagens culturais que se configuram em nosso tempo. Paisagens que são permanentemente atravessadas por outras instâncias culturais, num movimento de constante produção de disjunturas cujos significados são mutáveis e dependentes do contexto e da perspectiva de quem as interpreta. Assim como os "ethnoscapes", "mediascapes", "technoscapes", "financescapes" e "ideoscapes" propostos por Appadurai, teríamos também um "sportscape". (APPADURAI, 1996).
ANDERSON, Benedict. Nação e consciência nacional. São Paulo: Ática, 1989.
APPADURAI, Arjun. Modernity at Large; Cultural Dimensions of Globalization. Mineapolis: University of Minnesota Press, 1996. P. 27-47: Disjuncture and Differense in the Global Cultural Economy.
BHABHA, Homi K. Nation and narration. London, New York: Routledge, 1990. P.291-322: Dissemination: time, narrative, and the margins of the modern nation.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 2.ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1981.
HOBSBAWN, Eric. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens. 4.ed.São Paulo: Perspectiva, 1971.
LACLAU, Ernesto. Emancipation(s). London: Verso, 1996. P. 20-35: Universalism, Particularism and the Question of Identity.
LOPES, José Sergio Leite A vitória do futebol que incorporou a pelada. Revista da USP; Dossiê Futebol. São Paulo, n.22, p.64-83, jun.1994.
RODRIGUES FILHO, Mário Leite. O sapo de Arubinha. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
ROSENFELD, Anatol. Negro, macumba e futebol. São Paulo: Perspectiva, 1993. p.73 - 106: O futebol no Brasil.
[1] A história de torcedor de Hélio Rodrigues foi reconstituída com base em seus depoimentos verbais. Os dados sobre o futebol mineiro nos anos 30 e 40 foram fornecidos pelo historiador Mauro Sérgio FRANÇA a partir de pesquisa realizada nos jornais Estado de Minas, Diário da Tarde e Correio Mineiro.